A crescente busca dos cidadãos por mais tranquilidade em suas casas faz aumentar os investimentos em segurança. Tanto as empresas que produzem tecnologias quanto as que prestam serviços de vigilância estão sentindo o crescimento da demanda no mercado.
No ano passado, a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologias (Acate) criou uma rede de segurança com a participação de 10 empresas do Estado. O objetivo é planejar ações conjuntas e formar parcerias para fortalecer esse mercado. Segundo Luiz Henrique Bonatti, coordenador do grupo, o crescimento do setor foi uma constante nos últimos três anos. Bonatti é sócio da Segware, uma das participantes, que produz softwares para equipamentos de segurança. No ano passado, a empresa faturou 40% a mais do que em 2008.
De acordo com o diretor da unidade de segurança, José Carlos Viana, a empresa não divulga números, mas é possível afirmar que seu ritmo de crescimento está acima da média. No Brasil, segundo Viana, a produção de equipamentos de segurança eletrônica movimentou, em 2009, R$ 1 bilhão.
No mercado de vigilância, os dados de crescimento também são altos. Em Santa Catarina, o Sindicato da Empresas de Segurança Privada (Sindesp-SC) registra um crescimento médio de 10 a 15% nesse segmento. Atualmente, são 19 mil vigilantes trabalhando no Estado, 75 empresas prestadoras de serviços e sete Centros de Formação Profissional de Vigilantes, todos autorizados pela Polícia Federal.
O gerente executivo do sindicato, Evandro Fortunato Linhares, alerta para os perigos da contratação de empresas não qualificadas ou de vigilantes autônomos. "É preciso sempre checar se a empresa tem o aval da Polícia Federal. Outro problema comum são as pessoas que trabalham de forma individual. Nesse caso, o vigilante não tem nenhuma responsabilidade por qualquer fato que possa acontecer durante o serviço", explica Linhares.
Segundo o engenheiro eletrônico da CentrAlarmes, que presta serviços de segurança privada para a Grande Florianópolis, hoje em dia, quando alguém vai montar uma casa já inclui no planejamento os itens de segurança. Para ele o sistema de alarme se tornou quase um padrão.
Nos condomínios, além dos equipamentos instalados nas áreas comuns, moradores estão contratando serviços de alarmes para colocar nas janelas, portas e sacadas. As vendas para esse tipo de produto aumentaram 15% nos últimos seis meses. O aumento de clientes ocorre de forma mais acelerada, de 20 a 25% ao ano, especialmente de quatro anos para cá.
Fonte: Diário Catarinense

