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Sindesp propõe criação de comissão de segurança

O Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp/PR) propôs à Federação Paranaense de Futebol (FPF) a criação de uma Comissão Especial de Segurança para monitorar a contratação de empresas de segurança por parte dos clubes paranaenses.  O objetivo da entidade é colaborar para que haja um trabalho preventivo a fim de evitar incidentes como o ocorrido em 6 de dezembro de 2009, quando falhas na segurança contribuíram para a onda de violência dentro do estádio Couto Pereira - que acarretou em mais de 20 feridos e quase R$ 500 mil em prejuízos para o Coritiba.

"Nossa meta é a otimização da prestação de serviços na área da segurança, fortalecendo a confiança da sociedade em eventos de qualquer natureza em estádios. Assim poderemos contribuir para a erradicação da violência em estádios de futebol no Brasil, especialmente por conta da Copa do Mundo de 2014", afirma o presidente do Sindesp/PR, Jeferson Furlan Nazário.

A proposta foi encaminhada pelo Sindesp ao presidente da FPF, Hélio Cury, nessa sexta-feira. A Comissão Especial de Segurança sugerida pela entidade tem como base os seguintes princípios:

1. Composição: tendo em vista que os pareceres emitidos por esta Comissão devem ser baseados em conhecimentos técnicos sobre segurança e sobre a lei, sugerimos que essa seja, preferencialmente, formada de representantes ligados ao assunto, vinculados a entidades organizadas nas áreas jurídica, de segurança e do esporte.

2. Responsabilidade: monitorar a contratação de empresas privadas de segurança por parte dos clubes do Paraná com base nos seguintes critérios: a) verificar a situação das empresas contratadas (regular ou irregular) junto à Polícia Federal; b) verificar sistemas de segurança adotados pelas empresas e pelos clubes para evitar erros elementares em rotas de fuga e esquemas de segurança em jogos de futebol; c) vistoria presencial prévia nos dias de jogos.

3. Qualquer situação irregular identificada seria encaminhada ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), para julgamento das punições cabíveis.

Fonte: Bem Paraná

 

 
     

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